Por um lado, Xanana Gusmão era considerado pelos Indonésios como Pemimpin GPK – Gerakan Pengacau Keamanan (Lider MPOP-Movimento Perturbador de Ordem Pública). Xanana não ligava com estes nomes GPK/MPOP porque sabia que os nomes não fizeram parte dos objectivos da luta. O que Xanana defendeu, foi a AUTO-DETREMINAÇÃO. O lógico que obectivo principal não deve ser desviado por ser tratado GPK/MPOP pelos inimigos.
Por outro lado, Xanana Gusmão, mais uma vez, é Traidor no pensamentos de algumas pessoas, principalmente, os políticos descontentes. Xanana percebe a naturalidade das coisas e não iria contestar de certeza a lado nenhum (nem no tribunal de recurso), porque não contribui para o bem-estar do povo e o interesse nacional. Como tal, aceita-se as discordâncias na democracia participativa mas não devem nem nunca esquecer que as opções politícas de Xanana Gusmão foram melhores e funcionavam com êxito sem grandes percalço até encurtou o processo de luta para apenas 24 anos, devia ser mais tempo se seguirmos os caminhos ditos radicais. Toda a gente entendeu isso, menos os politicos descontentes que percebera que Xanana aceitou ser lider do GPK para defender uma causa nacional; a Independência. Agora aceita ma mesma ser Traidor para libertar o povo dos perigos contidos no projecto de 50 anos de governação.
Se olharmos o gráfico do percurso de Xanana não está bem delineado pois, passou de Guerilheiro (GPK) para Presidente da República, do Golpista para Traidor e, desceu ainda há pouco tempo para o Primeiro Ministro. Que desgraça, todo é descer, algo estranho para muitos que pensam pelo contrário na lógica de subida da carreira. A carreira de Xanana Gusmão não seguiu, exactamente, as linhas orientadoras da progressão da carreira estandardizados mas o decrescimento da carreira não é uma preocupação gritante. Mais vale continuar descer para manter TimorLeste ERGUIDA e FIRME como um PAÍS LIVRE e INDEPENDENTE.
Na verdade, o líder da GPK que agora é TRAIDOR foi determinante na nossa história. Seria ilógico se alguém discordar comigo. Tudo isso quer nos dizer mais uma vez, o principal objectivo de Xanana Gusmão não foi a progressão da carreira mas sim, pretende deixar uma mensagem clara e exemplar para todos "MAIS VALE DESCER NA CARREIRA, DO QUE, PROGREDIR PARA AFUNDAR O PAÍS NA MISÉRIA".
Contudo, acredito que Xanana não ficará desânimado se quer com a aquisição desses novos nomes que o caracterizam pela negativa. Xanana Gusmão só queria servir um único patrão “o povo amado e sofredor." Ele continua a ser líder, defensor incansável e parte do povo amado e sofredor.
Depois de 1999, muitas pessoas por querer próprio ou por obrigação de outros tratavam-no herói, lider carismático ou pai da nação mas Xanana invertiu estas afirmações, dizendo que "os heróis foram aqueles tombaram e derramaram sangue para libertar a pátria." Daí está visto que ele (Xanana) nunca se assumiu como herói. Achava que o país não deve ficar só nas mãos de dele de disse "uma só pessoa, não pode mudar a história" (cipinang, set 1999). Por isso, é que ele decidiu ficar fora da Fretilin; por isso, é que ele não quis assumir qualquer cargo dentro dos orgãos de soberania criada a partir de 2002, porque acreditava que há os outros timorenses mais competentes e que fariam melhor para desenvolver o país "We must find other people who are more prepared to lead the country to a more prosperous future” (bbc, 2. Feb.2000).
Na verdade, para quem novo, não compreende a personalidade de Xanana mas na prática está tudo dito. Para ele, o sacrifício que fez não serviu de segunda intenção para assumir qualquer cargo importante. Era apenas uma contribuição parcial como um cidadão qualquer à nossa luta.
Em suma, na era da democracia cada um tem o direito de livre expressão. Pode-se dizer que Xanana é um lider carismático ou apenas um Traidor. Mas na minha opinião Xanana Gusmão é a única referência inegável da nossa história. Ele é o verdadeiro líder porque esteve, está e estará sempre presente nos bons e nos maus momentos com o povo amado e sofredor.
Acredito que Xanana não fugirá da missão confiada em liderar o IV Governo Constitucional, sabendo que não pelos interesses pessoais, mas sim, garantir o regresso sustentável dos refugiados às suas casas, resolução dos problemas e redescobrir o melhor caminho para onde Timor Leste deve seguir. Estou convicto que sim. Só um político ou lider de ocasião é que pode inverter esta realidade e tratá-lo Traidor.
Félix de Jesus
Coimbra, 14.09.2007
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